O Poder dos Pares

Estou sempre acompanhando o Blog do Fotógrafo Steve McCurry, e me deparei com este ensaio.

Nele, Steve explica que sempre foi interessado na maneira como as pessoas ao redor do mundo compartilham coisas em comum. Coisas que nos fazem pensar na real condição humana da necessidade da partilha.

A seguir, algumas imagens do fotógrafo retratando casais com evidentes laços afetivos em gestos de carinho, na própria linguagem corporal e no olhar.

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+ sobre Steve McCurry: Blog

Abraço e bons cliques!

Igo Bione

A Imagem do Gosto

Olá Pessoal,

Hoje vou falar um pouco sobre Comida! E foto também!

Lembro quando peguei a primeira pauta para fotografar culinária e também recordo do nervosismo que estava sentindo ao pensar que teria q trazer a foto bem feita. Como? Estava começando, nunca tinha fotografado comida antes. Parei, pensei e pensei até começar a lembrar de como era o cenário quando ia tomar café na sala de casa, por onde a luz entrava e dava mais volume para os alimentos.

Daí parte os primeiros passos. Precisaria de uma luz pelo menos lateral, vindo um tanto mais por trás para não chapar tanto a comida.

Comecei a observar mais não só os tipos de luz que eram utilizadas nas fotos de culinária, como também observar os ambientes onde geralmente os alimentos são apresentados: Mesa da cozinha, sala de estar, varanda, jardim, etc.

Com isso já começamos a aliar duas coisas: Luz + Ambiente Característico, para começarmos a pensar em como será a imagem final.

Cada alimento nos remete à um referencial de lugar, como por exemplo: Uma massa italiana já tem uma ligação com aquela família reunida ao redor de uma mesa de madeira, uma sala com paredes branquinhas e janelas com vista para um jardim, várias travessas, pratos, talheres em cima da mesa, azeite, molho de tomate, pãezinhos e um bom vinho. Ainda tem as cores que representam o país: Verde, Branco e Vermelho.

São essas referencias pessoais que vão nos ajudar a montar o cenário para a fotografia culinária. Luz, plano de fundo, objetos para preencher a cena, posição do prato e o ângulo de posicionamento da câmera.

Certa vez, fui fazer umas fotos de um prato chamado Tapioca Ensopada.

Estava num ambiente cheio de gente, e com apenas 3 objetos para compor a imagem: uma xícara de café e duas mudas artificiais de pé de café. Logo imaginei o seguinte: E se eu estou numa cozinha de uma fazenda, a noite, com a luz lá de fora, vindo de um poste de luz.

Foto: Igo Bione

Pois bem, o meu objetivo era passar isso para a imagem. Geralmente penso assim para fotografar culinária. Luz + Ambiente Característico é o início de tudo. Depois vejo como o prato se encaixa nessas condições e se não se encaixa parto para três itens importantes: Como o prato pede a qualidade e a direção da luz, as cores dos ingredientes e a interação com o ambiente e elementos usando na composição da cena e da textura do alimento.

Foto: Igo Bione

No livro “A Foto em Foco” do David duChemin, achei essa passagem bem interessante para vocês darem uma lida:

“A luz e a textura são, ambas, muito importantes na fotografia de alimentos, e funcionam juntas. Utilizar uma luz frontal dura ou uma luz chapada fluorescente mata a textura e a cor; você poderia simplesmente seguir em frente e comer a comida, pois as fotografias resultantes fará com que ela pareça bastante desagradável. Utilizar uma luz lateral difusa, ou uma contraluz, e preencher as sombras, permitem que a cor e a textura tomem o centro do palco… Tentar não pensar em seu assunto como “comida”, mas como um elemento gráfico que exige cuidado na composição tanto quanto qualquer outra fotografia pode tornar mais fácil para você… Lembre-se, seu objetivo é criar uma imagem que diga mais que “isso foi o que comi”, porém mostrar aos seus espectadores qual era o sabor e embora só possamos ver a comida na fotografia, uma vida inteira comendo nos deu ferramentas para, incoscientemente, deduzir o cheiro e o sabor a partir apenas da imagem. ” David duChemin.

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Quando pensei em escrever sobre Fotografia de Culinária por aqui, na hora veio a vontade de trazer algo a mais! Pedi para a querida companheira de trabalho e Editora do caderno de Sabores da Folha de Pernambuco, Vanessa Lins, para descrever um pouco sobre a importância da fotografia de alimentos num editorial. Como essa relação Imagem e Texto deve acontecer. Gostei tanto do título do texto que usei para dar nome ao post. Fotografar para o Caderno de Sabores, para Vanessa é poder ter certeza que a imagem será trabalhada com carinho, respeitada numa boa diagramação e textos.

Enfim, agora fiquem com o texto:

A Imagem do Gosto

Você está diante de uma pauta. Tema definido, nomes cogitados para entrevistas, restaurantes que se encaixam no assunto da matéria, tamanho aproximado do quanto vai escrever. Tudo pronto para cair em campo e “matar a pau”. Será? Você pensou também na abordagem fotográfica da sua pauta? Então vamos lá. Em jornalismo gastronômico não tem dessa. Não há como dissociar texto de imagem. Saiba. O poder de comunicação dessa dupla de informações é infinitamente maior que uma palavra bem dita, sozinha, é algo como feijão sem o arroz. Digo mais. Uma bela foto de comida é capaz de calar qualquer comentário. Simplesmente faz salivar sem necessidade de grafar um “a”. E esse é o principal objetivo desse tipo de material: estimular o sentido mais primário do homem.

Romeu e Julieta. Queijo coalho com mel de engenho. Sem imagem, uma matéria de jornalismo gastronômico é como uma TV desligada. Assim poderia ser traduzida a ligação entre texto e imagem: um relacionamento estreito de complementação inexorável. Sem ranso de exagero nessa afirmação. Quando o objeto de avaliação, abordagem e escrita é alimento, prato, qualquer comida enfim, o poder da palavra bem dita, afiada, tem a poderosa capacidade de transportar o leitor – tratado pelo jornalista aqui como um conviva – para o seu banquete particular cheio de impressões e recheado de temperos.

Certa vez, o professor doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, disse que o poder de comunicação contido na imagem transformou a televisão em deus do capitalismo. Ele se referia a questões de incentivo ao consumo desenfreado, aos modismos socados goela abaixo dos telespectadores. Pensamento coerente, provado e esgotado pelos teóricos da Comunicação. Mas não se pode negar a relevância positiva de uma imagem na construção de um contexto. E daí fico com a coerência do raciocínio de um outro professor de design, Rafael Souza Silva, que disse: “O texto transmite a informação semântica através de seus signos compreensíveis, mas, ao mesmo tempo, produz uma informação visual de reforço estético através de símbolos gráficos que atuam na sensibilidade do receptor”.

+Vanessa Lins é editora de Gastronomia da Folha de Pernambuco, onde atua há mais de quatro anos à frente do suplemento semanal Sabores – aos sábados. É jornalista especializada em aromas e temperos há… deixa pra lá. Não pode ver um prato bem feito que se acha “A” fotógrafa com sua digital rosa e sai correndo para publicar no twitter.com/quintopecado. Ela ama comer bem, mas muitas vezes, a trabalho, encara algumas das piores refeições. Ela ama fotografia que valoriza um bom prato, ou nem tão bom assim, com luz bonita, senso estético. Ela odeia prato “sem luz”.”

Abraço Pessoal,
Boas energias e bons cliques!
Igo Bione

Instantes

Em Maio deste ano fui ao Rio de Janeiro e pude conhecer alguns locais bem bacanas da cidade.

As fotos não foram programadas, surgiu… e também nem sei se devo chamar de ensaio, mas enfim, é uma coletânea de fotos que estava querendo captar no Rio.

Nunca tinha ido no Rio, ao chegar lá pensei em fotografar um Rio da visão oposta que tenho da cidade, diferente do que via pela tv e escutava das pessoas que tinham ido.
Não queria retratar a Cidade atlética, frenética, com cores diversas. A idéia era captar um Rio solitário, frio, fora do peso e das medidas, um Rio que pudesse parar o tempo pelo silêncio.
Para mim são instantes, pausas do pensamento!
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Abraço e boas energias!

Igo Bione

Criando Situações com o Cenário – Igo Bione

As vezes passamos horas pensando em como fazer uma foto diferente ou até onde achar lugares para fotos tidas como “diferentes”. Pensando nisso que saí para fazer mais uma pauta do dia a dia. Na quarta-feira assim que cheguei na Redação fui pautado para acompanhar a repórter numa pauta sobre “Sexta-feira 13” lá no Mercado de São José. O personagem da vez era o Pai Carlos do Jordão, que explicou sobre todas as crenças e superstições em torno do Dia do Azar.

O Personagem, em toda a entrevista deixou claro que não queria criar desavenças com outras religiões, para ele todas precisam conviver em harmonia e seguir respeitosamente seus caminhos. Não queria também, envolver imagens tidas como “pesadas” pela sociedade.

Logo pensei em como fazer a foto. Onde inserir o personagem, que estava acompanhado de uma típica negra com adornos africanos, e fazer uma relação menos “típica” da Sexta-feira 13. Como fazer uma fotografia que possa conversar com a diagramação e não estar tão descarada. Uma imagem que pudesse passar também uma idéia de religiosidade, tradição e que não tivesse muitas distrações. Optei por deixar o fundo escuro nas fotos feitas com grande-angular e deixar a luz do flash, o 580EXII, além de iluminar a fumaça do incenso, vazar no rosto do personagem e nos elementos inseridos na cultura africana.

Nas fotos com tele-objetiva preferi explorar em algumas a questão do “todo”, dessa mistura de signifcados que o dia trás e também ícones que pudessem trazer essa integração de diferentes tradições com mesmos propósitos de superstição. Sabendo que já tinha uma predefinição da foto que ia sair no jornal, justamente por isso a opção de outras fotos que representassem também uma outra visão para tentar encaixar ela em outras pautas.

Numa opção (loja próxima ao Mercado) coloquei o Personagem Pai Carlos numa cadeira, com o típico charuto, atrás dele a imagem da negra com seu vestido vermelho e os dois, ao lado de ícones de culturas diferentes: Zé Pilintra e a Nossa Senhora. Numa outra opção, dentro do Mercado de São José preferi fotos verticais, num formato mais revista mesmo, com espaços para título, e tudo mais, sem ignorar também as horizontais.

Quando não se precisa do todo, espaço com varias informações, poluição visual, pessoas passando na hora da foto, não precisamos ir para um lugar diferente… o lugar está lá. Podemos mostrar ele, uma parte ou apenas elementos. O Mercado é amplo, com várias fotografias, referencias inúmeras… selecionar não quer dizer excluir, mesmo que escuro, o lugar permanece lá e te dá essa opção: usar espaços escuros para levar a atenção ao personagem ou elemento que queremos identificar.

Abaixo as fotos: A idéia era usar luz ambiente e artificial (na parte da loja próxima ao Mercado) e uma luz artificial  apenas (será que foi só uma luz? e artificial só?) nas internas do Mercado.

Foto: Igo Bione

Fotos: Igo Bione

Nesse caso acima, consigo mostrar a diferença que uma luz a mais pode causar. Na primeira foto, a luz que entra no rosto vem de fora da loja onde estávamos. Dentro do estabelecimento ficava escuro no ISO que estava usando, esse ISO defini pela intensidade que essa luz da rua chegava no rosto dele. Ai foi só calibrar o Flash pra potência certa é dar o clique.

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

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Matéria da Folha na íntegra: Link + Capa

Valeu Pessoal!

Grande Abraço e Energias Positivas Sempre!!!

Igo Bione

E surge a Luz (artificial) – Igo Bione

Há tempos queria escrever sobre este assunto: Flash

No início ouvimos falar que o “danado” do flash prejudica a foto, começamos a criar neuras para evitá-los. Só que desde que comprei o meu primeiro que venho tentando entende-lo. Suas possibilidades, maneiras, artimanhas, limitações e desde então venho me encantando mais com sua versatilidade e resultados interessantíssimos.

Mas como isso começou? Essa vontade de entender um pouco mais sobre os Flashs.

Na correria do dia a dia acabamos, quase que forçadamente a usar nossas luzes portáteis no modo ETT-L. E não estamos errados não. É um modo seguro e que garante no mínimo um resultado aceitável. Mas calma ai… um resultado aceitável? Isso mesmo, No modo ETT-L o flash vai raciocinar de forma pratica e rápida para iluminar o que estiver sendo focado da maneira correta para aquela determinada configuração da máquina. Só que, existem fatores que podem deixá-los malucos ou nos deixar malucos. Um desses fatores está ligado por exemplo a distancia focal do objeto (mas isso veremos em outro post).

Vou tentar neste post dar uma resumida no motivo de se usar Flash (luz portátil) e como usá-lo (lembrando que é bem pessoal o raciocínio para se chegar a isso).

Usamos a luz para criar contraste entre o que queremos mostrar de fato e o que queremos que esteja no segundo plano. A luz artificial serve para que de forma mais objetiva e sem depender das situações adversas da natureza e do ambiente onde estejamos fotografando, possamos criar contrastes que tornem a imagem agradável de ver e o objeto principal com uma leitura exata.

Demorei para colocar esse post no ar porque sempre esquecia de fazer um “making off” das fotos, mostrar o por trás da câmera. E porque logo hoje?

Geralmente deixo um kit bem básico na Editoria de Fotografia da Folha de Pernambuco, onde trabalho. Uma sombrinha branca, um tripé para câmera com adaptador para flash e só!

Justamente hoje, segunda-feira, esqueci de levar para o trabalho.

Quando estou na sala de fotografia, esperando alguma pauta eis que surge uma e Rogério, nosso editor, diz:

- Bione, vai fotografar duas vocalistas (Amanda e Dani) de uma banda de forró! Lá no Clube das Pás.

-Intão Rogério, vou nessa!

Só que quando fui pegar o meu kit básico, lembro que ficou em casa. E o que fazer nessas horas? Improvisar!

Peguei um guarda-chuva lá da editoria, com a parte interna prateada e levei, juntamente com meus dois flashs: 430 EXII e um 580 EXII.

O Clube das Pás é um lugar super bacana, emblemático e bem característico dos bailes de gafieira. Enfim, tinha que trazer as fotos pra redação. E sempre andando com a palavra Contraste e seu significado na cabeça.

A idéia do ensaio seriam fotos com um que de “bailinho de antigamente”. Comentando com Rafaela, a repórter, veio na hora um ideia bacana de fazer as duas conversando numa das mesas do bailinho e chamando o “pretendente” para dançar, isso tudo nas entrelinhas. Outra parte das fotos foi mostrando mais o corpo e os olhares. Por último veio a idéia de usar algum elemento que fosse usado pela diagramação para colocar um “box” (texto curto explicando o ensaio, produção, locação e maquiagem).

Abaixo, vou mostrar as fotos que vão ilustrar as explicações sobre como se deu o processo do uso das nossas luzes artificiais, os Flashs.

Foto: Igo Bione

Testando a luz, saiu essa foto. Achei a expressão delas bem interessantes. Nesta cena estava usando apenas um flash em modo manual vindo pela direita e sem o guarda chuva “quebra galho”.

Foto: Igo Bione

A mesma cena sem o flash, no segundo clique ele não disparou. Vejam a diferença! Constraste!

Foto: Igo Bione

Aqui, já estou usando o segundo flash vindo pela esquerda. Logo: O 430EXII vindo pela esquerda, 580EXII pela direita. Comparem com a primeira imagem e percebam a diferença que as luzes criam!

Foto: Igo Bione

Flash 430EXII pela esquerda e o 580EXII pela direita com guarda chuva “quebra galho”. Notem que deixei a luz do flash vazar pra dar esse estouro de luz, dá uma suavidade ao mesmo tempo que também chama a atenção. A ideia era criar esse flare de luz entre as vocalistas. Na foto a seguir só o 430EXII que vem pela esquerda disparou.

Foto: Igo Bione

Esse flash pela esquerda estava sendo usado ai justamente para criar contraste entre as vocalistas e o fundo. Para dar um descolada entre o fundo e elas.

Foto: Igo Bione

Na primeira, os dois flashs são disparados. Já na segunda, apenas o de contorno/contra é disparado.

Foto: Igo Bione

Agora dá pra ver como foi feita a foto. O 43oEXII na esquerda em cima de uma cadeira e o maquiador Douglas Guerra segurando o guarda chuva “quebra galho” que está todo quebrado e Rafa, a repórter, vocês não conseguem ver mas está segurando o flash 580EXII que rebate no guarda chuva.

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Agora vocês conseguem ver o esquema dos flashs direitinho!

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Foto: Igo Bione

Na penúltima foto, o que Douglas está segurando junto com o flash é a toalha da mesa, que é vermelha, pedi para ele colocar na frente do flash pra poder ter esse resultado da luz vermelha entrando pela lateral direita das meninas!

Sei que dei uma grande resumida no assunto mas foi apenas para apresenta-lo à vocês. E daqui pra frente vou seguir um passo a passo de todo esse processo e dos tópicos envolvidos pelo caminho.

Desculpem pelo excesso de imagem, mas quis deixar bem explicado. Prometo mais posts sobre este assunto, oportunidades não faltam!

Mais sobre Igo Bione: Site + Flickr

Mais sobre Douglas Guerra (maquiador): Blog

Abraço a todos, bons cliques e boas energias!

Igo Bione

Light Painting – Diego Nigro

Texto e Fotos: Diego Nigro

Este trabalho mostra através das imagens expostas, um outro olhar fotográfico, diferente da reprodução fiel da realidade. Resgata a arte enquanto fotografia por meio de construções minuciosas com resultados muitas vezes inesperados, como imagens abstratas sendo construída apenas com o uso da luz.

As fotografias expostas são uma pequena parte de um ensaio, feito em cima das técnicas do light painting, onde abordei varias formas (temas) de se fotografar utilizando essa técnica.

Separei para postar, imagens na qual minha inspiração tinha sido em cima dos grafites de rua, onde procurei mesclar cores em meio a rabiscos, esses que às vezes trazem significados e outras são apenas rabiscos coloridos ou também nomeados de arte moderna.

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

A importância desse projeto é o estudo minucioso de um princípio da fotografia, onde a luz é personagem da imagem, sendo modificada e manipulada para obter outros resultados fotográficos fora do padrão. Pois o foco do estudo não será o resultado final e sim o processo construtivo da imagem.

Não há uma “receita” para se conseguir resultados consistentes numa única cena, a dica maior é “experimentar”.

Mais sobre Diego Nigro: Flickr

Mais sobre “Como fazer Light Painting”: Aqui

Construindo Fotografias em Light Painting – Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Texto e Fotos: Diego Nigro

Através de um passo a passo, mostrarei como podemos construir fotografias utilizando-se de uma técnica que une, a longa exposição como um processo de pintura através de fontes de luz artificiais, e é conhecida como Light painting (Pintar com a Luz).

Materiais necessários:

  • Câmera fotográfica
  • Tripé
  • Lanternas (de cores e tamanhos variados)
  • Celofanes de diferentes cores
  • Fogos de artifício (o popular estrelinha é o que tem melhor efeito)
  • Flash
  • Cabo de sincronismo do flash
  • Isqueiro
  • Roupa escura (para o “pintor” não aparecer na cena).

Para que possamos fotografar este estilo (Light painting) é necessário que o equipamento (câmera fotográfica) tenha alguns pré-requisitos:

  • Controle manual da velocidade do Obturador
  • Controle manual da abertura do diafragma
  • Controle manual da distância focal

Assim você terá o controle total do equipamento, (sem esse controle, dificilmente conseguirá obter o resultado esperado, porém com câmeras compactas, se fotografado em locais escuros, poderemos ter uma ligeira idéia de como essa técnica fotográfica é aplicada )

É importante que a câmera seja colocada em um tripé, nele ela terá bastante estabilidade e como estaremos trabalhando com velocidades baixas, esse equipamento evitará que a foto fique borrada (tremida na linguagem fotográfica).

A pré focagem feita de forma manual, é realizada com o objeto a ser fotografado ainda iluminado.

O disparador é colocado no modo “B”– essa opção da a possibilidade de  travar o obturador aberto que por sua vez passa a capturar a imagem desejada até que o fotografo resolva destrava-lo acabando com o processo de captura, ou pode se utilizar de velocidades como 10” , 20” ou 30” , opções disponíveis na câmera.

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Foto: Diego Nigro

Obs¹: experimentar com tempos de 20’’ , 30’’ ou 40’’ segundos para iniciar.

É importante que a abertura do diafragma fique em torno dos f 16 a f 22 , assim você terá uma boa profundidade de campo deixando a foto mais nítida e com o espaço focal mais amplo.

O processo de construção é feito de forma criativa através de fontes de luz artificiais (lanternas, alarmes, fogos de artifícios, isqueiros, e outras fontes de luz)

Busque iluminar as partes que você quer que sobressaia no resultado final. Para riscos e nomes a luz deverá esta direcionada para a câmera fotográfica.  É importante já ter uma idéia do que você vai querer de resultado, mesmo sabendo que muita das vezes não sai do jeito esperado.

Obs²: Ao deixar a máquina receber luz durante alguns segundos, só vai ficar uma imagem estática, visível e bem definida, se nada no cenário que estamos a fotografar estiver em movimento durante este tempo. Partindo desse princípio, quando estiver pintando a imagem, você altomaticamente esta realizando movimentos corporais, logo menos visível você estará na imagem, outro ponto importante a observar, é para que raios de luz não atinja partes do seu corpo tornando-as visíveis no resultado final.

Os melhores resultados são conseguidos mantendo a luz num ângulo baixo lateral e movendo-a à volta do assunto em camadas, nas pregas ou dobras, variando e criando os ângulos da luz.

Obs³: não há uma “receita” para se conseguir resultados consistentes numa única cena, a dica maior é “experimentar”.

A prática leva a perfeição!

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Um Olhar sobre… Profissões que resistem ao tempo

Faz um tempo que acompanho o Blog de Photo, do Bruno Alencastro. Por esses dias, vi um ensaio bem interessante por lá intitulado “Profissões que resistem ao tempo”. Ao todo foram cinco profissões retratadas: sapateiro, chaveiro, costureira, cientista e soldador.

Logo que vi o ensaio entrei logo em contato com o Bruno para que com suas palavras ele explicasse com mais detalhes esse ensaio e sua visão sobre o tema Profissões. Nada de perguntas e questionamentos, quis deixa-lo a vontade para contar o que achasse relevante para relatar e que gere um debate, pessoal e coletivo. A idéia inicial do Bruno, sobre partir do zero e com pensamentos fervilhando, nos faz pensar em como podemos trabalhar um olhar próprio, imagens do cotidiano, com aquela mesma visão ou exercícios para visão que vimos em posts passados. A busca por esta visão é no exercício diário da fotografia. Bruno Alencastro nos mostra uma síntese do ensaio que fez. E ainda digo: Vale dar uma olhada no material completo em seu blog.

Sim! Com esse post, inauguro a sessão: “Um Olhar Sobre…”". Que hoje tem como título “Um Olhar Sobre… Profissões que resistem ao tempo” – por Bruno Alencastro.

Agora, ficamos com as palavras do Bruno:

Profissões que resistem ao tempo
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Este talvez tenha sido meu último trabalho para alguma disciplina da graduação, já que, em agosto, concluo o curso de Jornalismo. Triste por um lado, feliz por outro. Desde 2006, quando participei da primeira cadeira de fotografia na universidade, venho desenvolvendo uma estreita relação com essa grafia. Por esse motivo, queria que o meu trabalho “de despedida” tivesse um resultado, no mínimo, interessante.
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Bom, mas vamos ao ensaio, desenvolvido para a disciplina de Projeto Experimental em Fotografia, ministrada pelo professor Flávio Dutra. O exercício: realizar um ensaio em filme preto e branco para, depois, “voltar no tempo” e vivenciar a magia de – literalmente – revelar as imagens no quarto escuro.
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Depois de pensar bastante no tema que eu poderia desenvolver, conclui: já que o formato da captura representa um procedimento “arcaico”, por que não produzir fotografias de profissões que ainda resistem ao tempo? Trabalhos manuais, artesanais, assim como o exercício dos antigos laboratoristas que passavam horas sob a luz vermelha, calculando o tempo exato das imagens no revelador, interruptor, fixador…
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Ao todo, retratei cinco profissões: sapateiro, chaveiro, costureira, cientista e soldador. Enquanto as fotografias originais esperam nos químicos, compartilho algumas capturas digitais. Com uma ressalva: como eu tenho apenas uma lente 50mm para a velha Zenit, usei a mesma lente nos registros digitais, buscando uma unidade para o conjunto de fotos – mesmo porque, ambas tem 1.8 de abertura máxima.
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Para realizar a primeira etapa da edição, isto é, a seleção das fotos, não enfrentei muito problema porque os registros digitais eram poucos (capturei a maior parte das fotos em película). Portanto, praticamente todas as fotos estão disponíveis no meu blog. Para colocar no Flickr, aí sim, a seleção foi mais criteriosa – para montar um álbum sobre o tema.
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Depois de selecionadas, passei a foto por pequenos ajustes de edição, onde trabalhei um pouco na luz, contraste e, eventualmente, nitidez. Talvez a profissão que eu mais tenha editado tenha sido a do soldador, onde tive que escurecer um pouco as imagens para destacar a luz da solda. De resto, o mérito está na brilhante lente 50 mm 1.8 da Canon!

Sapateiro - por: Bruno Alencastro

Sapateiro – por: Bruno Alencastro
Costureira – por: Bruno Alencastro
Costureira – por: Bruno Alencastro
Chaveiro – por: Bruno Alencastro
Chaveiro – por: Bruno Alencastro
Soldador – por: Bruno Alencastro
Soldador – por: Bruno Alencastro
Cientista – por: Bruno Alencastro

Cientista - por: Bruno Alencastro

Mais sobre Bruno Alencastro: Blog + Flickr

Mais sobre Flávio Dutra: Blog

Bruno, muito obrigado pela atenção e por ser prestativo aos pedidos!
Por dedicar um tempo para conversar aqui no Fotú!
Grande Abraço!

Não basta tirar fotos!

Sempre acompanho o Digital Photography School – DPS, e por esses dias saiu uma matéria que achei bem interessante e vi esta mesma matéria nos sites recomendados de Jedson Nobre, companheiro de trabalho. Enfim, a matéria do DPS fala sobre o recente lançamento do eBook sobre Fotografia de Viagens (produzido pelo próprio DPS), e um dos colaboradoes, o fotógrafo Kanashkevich Mitchell (vamos chama-los de Mitchel), estava fazendo algumas observações sobre os 5 erros mais comuns em fotografias de viagem. Lembrando que isto é a visão do fotógrafo.
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O Mitchell fala sobre: Composição, Sorte ou Olhar, Falta de proximidade com o fotografado, Não deixar o grupo (para pessoas em excurssão) e como ele cita “Não basta tirar fotos”. Vou colocar uma parte do texto que ele fala sobre esse último item: Não basta tirar fotos!
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Mitchell - “O que é “suficiente” é, naturalmente, subjetivo. Minha sensação de “não é o suficiente” não faz nenhum sentido se não exploro os diferentes ângulos e pontos de vista, fotografar algo em ação, em diferentes fases da ação, experimentando as configurações da máquina (exposição, ISO, velocidade e profundidade) e até mesmo lentes diferentes.
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Uma coisas que eu e a maioria dos fotógrafos experientes aprenderam através de dolorosas lições é que sempre devemos fotografar mais do que aquilo que precisamos, pelo simples fato de que, se você tem uma situação favorável para a foto, você, não necessáriamente, vai precisar recriá-la ou voltar novamente. Então, devemos sempre aproveitar ao máximo nossas possibilidades.”

Fábrica de colchão, Jodhpur, Rajasnthan - Índia

Acima, Mitchell exemplifica dando uma melhor compreensão do “Agora Rendeu”.
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Mitchell – “Na verdade, tirei muito mais foto do que pode-se ver por aqui, mas já dá pra ter uma idéia do que estou tentando explicar com as imagens que mostrei. Explorei a cena fotografica de diferentes ângulos e capturei o movimento da mulher em diversas fases.”

Fábrica de colchão, Jodhpur, Rajasnthan - Índia

“Ao fazer isso, dei-me a oportunidade de criar um ou até mesmo um bocado de imagens que eu já me dava por feliz.
A imagem acima é a que mais representa pra mim.”
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Bem, no site DPS, está a matéria na íntegra (versão inglês). Já adianto as desculpas caso haja algum engano na tradução.
Achei bem interessante esta parte em especial sobre o que o Mitchell abordou. Além de ser o tópico que ele contribuiu com mais imagens para exemplificar, acho bem relevante o que ele fala sobre o “Não basta” ou “Não rendeu”.
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É por ai mesmo, experimentar olhares, configurações da máquina, lentes, deixar o processo criativo fluir. Estou lendo um livro chamado “A Foto em Foco – Uma jornada na visão fotográfica” de David DuChemin. E a leitura inicia com ênfase na Visão, esta mesma visão que o Mitchell quer viva em nossas fotografias, na busca do melhor posicionamento, da relação homem e enquadramento, como defini-la, como contar histórias de forma objetiva utilizando nossa visão.
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Uma das coisas que achei interessante é a definição de David DuChemin sobre a Visão, vale registra-la por aqui:
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“A questão não é como fazer a fotografia e sim, por que faze-la?…
A visão é o início e o fim da fotografia. É aquilo que leva você a pegar a camera e determinar para o que você olha e o que vê quando o faz. Ela determina como você fotografa e por quê. Sem a visão, o fotógrafo perece… A visão é tudo, e a jornada fotografica é sobre descobrir sua visão, permitindo que ela evolua, mude e encontre a expressão por meio de sua camera e da impressão. Não é algo que você encontra e se ajusta de uma vez por todas; É algo que muda e cresce com você… Na medida que você experimenta a vida, sua visão muda… A camera é apenas um meio de registrar nossa visão. Ela nos ajuda a esclarece-la. Olhar pelo visor, excluir angulos e elementos ou de trazer caos e ordem, podem trazer sua visão a tona… Nossa visão cresce para acompanhar nossas habilidades.” David DuChemin, A Foto em Foco – Uma jornada na visão fotográfica – 2009. Editora Alta Books.
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+ Informações:
Jedson Nobre (Fotógrafo do Jornal Folha de Pernambuco) – Mais sobre o trabalho dele, clique aqui.

Skateistan por Noah Abrams

Unir duas paixões, fotografia e skate. É o que Noah Abrams (Los Angeles, EUA) nos mostra na viagem que fez, em 2009, até o Afeganistão para registrar a cena local de skate.

O título  do trabalho leva o nome de uma escola de Kabul, Skateistan, que usa o skate como instrumento educacional.

Abaixo algumas fotos em vários cenários do País.

Noah Abrams

Noah Abrams

Noah Abrams

Noah Abrams

Noah Abrams

Vale dar uma olhada no site do Noah Abrams: http://www.noahabrams.com/

via: Zupi

Ainda no tema de skate, lembrei de um vídeo que vi sobre patins (dica do amigo Flávio Alves) filmados com câmeras Canon 7D e 5D. As cenas são com o patinador Victor Arias. As imagens estão muito boas!

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